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A história completa do mercado imobiliário

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A história completa do mercado imobiliário
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Apesar de o termo “mercado imobiliário” ser utilizado a exaustão nos dias de hoje, a sua importância e papel no desenvolvimento do país são inegáveis, e não é errado dizer que a evolução do mercado imobiliário no Brasil acompanha a própria história do país.

Hoje você vai conhecer um pouco da história do mercado imobiliário, o seu surgimento no Brasil e sua evolução, e vai entender também o que causou a crise de 2008, um dos eventos mais marcantes desse século.

Conceito de mercado imobiliário

O conceito de mercado imobiliário pode ser definido como o mercado onde estão disponíveis tanto terrenos quanto propriedades construídas nesses terrenos, como casas, prédios, lojas e qualquer outro tipo de propriedade.

Nesse mercado estão presentes as figuras das imobiliárias, que atuam como intermediários entre compradores e vendedores e também administram as propriedades sob seus cuidados.

No Brasil, assim como em outras partes do mundo, o mercado imobiliário é muito sensível às questões econômicas, tanto para movimentos positivos quanto negativos.

Uma melhora mais acentuada da economia no país estimula a geração de empregos, que por sua vez aumenta o poder aquisitivo das pessoas, que passam a procurar maneiras de realizar o sonho de ter seu próprio imóvel.

Da mesma forma, quando há uma perspectiva negativa do ponto de vista econômico, um dos principais setores atingidos é o mercado imobiliário, já que as pessoas que tiveram suas rendas reduzidas priorizam outras despesas, deixando a aquisição da casa própria para outro momento.

Quando surgiu o mercado imobiliário no Brasil?

Durante o período colonial e com o processo de transformação das cidades as pessoas que viviam basicamente na zona rural passaram a procurar por casas nas cidades onde viviam, principalmente as famílias dos grandes fazendeiros.

Nessa mesma época já surgia a figura do intermediador, que depois se tornaria o corretor de imóveis, que divulgava as ofertas de vendas de imóveis nos comércios locais como empórios e lojas, e cartazes colocados nas ruas.

A forte imigração que aconteceu no início do século XX, principalmente com a chegada dos italianos as cidades brasileiras, fez com que o desenvolvimento dessas cidades acontecesse em um ritmo muito mais acelerado que o previsto.

Ao mesmo tempo a instalação de várias fábricas fez com que essas pessoas se concentrassem nas proximidades dessas instalações, criando a necessidade de se construírem moradias que seriam alugadas ou compradas rapidamente.

Nesse período o antigo intermediador se tornou “agente imobiliário”, especialista em encontrar boas oportunidades para quem precisava encontrar um lugar para morar.

As primeiras imobiliárias surgiram somente na década de 50, sendo antecessoras a criação do CRECI, em 1692.

O primeiro período do mercado imobiliário no Brasil começou com a criação do Sistema Financeiro Habitacional em 1964. Até então não existia nenhum tipo de sistema de crédito imobiliário que fosse regulamentado.

Na mesma época também foi criado o Sistema de Crédito Imobiliário, que recebia recursos da caderneta de poupança e do FGTS, assim como acontece nos dias de hoje.

Durante todo esse período o mercado imobiliário enfrentou altos e baixos, sempre conseguindo se recuperar, mesmo que lentamente, e voltando a crescer, como ocorreu após a crise de 2008 e mais recentemente com a crise econômica brasileira, da qual o setor vem mostrando boa recuperação.

Crise de 2008

Provavelmente você se lembra do impacto que a crise financeira de 2008 teve em todo o mundo.

O que muita gente não se lembra é que a situação que causou esse colapso começou há 10 anos.

Os bancos americanos começaram a conceder crédito para um número enorme de pessoas, mesmo que grande parte dessas não tivessem condições de honrar com os pagamentos desses empréstimos.

Você, corretor, sabe a dificuldade que seus clientes enfrentam para conseguir um empréstimo ou um financiamento.

A partir de 1998 os bancos dos Estados Unidos emprestavam dinheiro para qualquer pessoa. Qualquer um que não tivesse nenhuma renda ou qualquer espécie de patrimônio para ser colocado como garantia era aprovado sem muitas dificuldades.

Além dos financiamentos aprovados com toda essa facilidade, quando havia alguma dificuldade para aprovação de um financiamento as instituições aceitavam que o cliente colocasse a própria casa como garantia em vários empréstimos.

Essa prática ficou conhecida como subprime, uma espécie de crédito de segunda linha, e existia uma quantidade gigantesca desse tipo de financiamentos no mercado.

E assim essa prática continuou sendo utilizada até 2008, quando um dos maiores bancos de investimentos do mundo, o Lehman Brothers, anuncio que estava indo à falência.

Os clientes que conseguiram esses financiamentos de segunda linha não conseguiram honrar com os pagamentos, culminando com um efeito dominó no mercado financeiro mundial.

O dia da falência do Lehman Brothers, 15 de setembro de 2008, ficou conhecido como segunda-feira negra.

As bolsas em todo o mundo despencaram e o efeito foi sentido em todas as partes do mundo durante meses, com outras instituições financeiras também declarando falência ou anunciando perdas que chegavam aos bilhões de dólares.

Dez anos após a crise do subprime, muitos países ainda não conseguiram recuperar suas economias e os efeitos ainda são sentidos.

O mercado imobiliário existe há centenas de anos, e mesmo se recuperando da última crise enfrentada pelo setor sempre consegue se levantar e voltar a crescer.

As perspectivas para os próximos anos são cada vez melhores, o que pode ser muito bom para os corretores e para os clientes, com uma oferta grande de imóveis dos mais diversos tipos e condições.

Por isso vale a pena todos ficarem atentos a recuperação do mercado imobiliário em busca de novas oportunidades.

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